Prevalência máxima de 2%

Prevalência máxima de 2%

Mais uma experiência ilegal e absurda, em Rabo de Peixe. Dezenas ou centenas de “heróis” foram testar a população toda para aparecer nas camaras. Encontram 114 casos em 5846 testes.  0,19% de “casos”.

Ou seja uma prevalência real abaixo de 1% depois de corrigir para os falsos positivos do próprio teste. Ou seja, uma doença irrelevante que tem mais pessoas à caça de gambozinos que doentes. Todos os “casos” são assintomáticos, só lhe foi dito que “tem uma doença” porque foram cobaias de uma experiência.

As consequências são também clarissimas, 75% dos “casos” no país, por via de tal prevalência e do teorema de Bayes, são falsos positivos. A partir de hoje todos os que ordenam quarentena a testes positivos devem ser considerados criminalmente responsáveis por tal decisão, não pode haver argumento “não sabiam qual é a prevalência“.

Ficam duas perguntas:

  • Não havendo qualque indicação clinica para tal teste em larga escala, foi obtido consentimento esclarecido de todos os participantes e foi a experiência previamente aprovada por um conselho de ética formalmente reconhecido? Se não foi, que está o ministério público à espera para averiguar?
  • Porque foi feito tal estudo provavlemente ilegal feito na região mais pobre do país? Para que as cobais fossem pessoas de pouca instrução que não iam fazer pergutnas incómodas?
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