Prevalência baixissima, letalidade baixissima, consequências Dantescas

Prevalência baixissima, letalidade baixissima, consequências Dantescas

O IMM publicou dados “finais” – ainda que não seja uma publicação com revisão por pares – sobre estudo de serologia em Portugal.  Infelizmente não publicam nenhuns detalhes técnicos do teste ou do método estatistico.

Estimam que 1,9% da população esteve infectada até ao verão, tem anticorpos detectaveis.

A prevalência relevante para a estatistica de um teste PCR ou LFT não é a mesma que a prevalência de um teste anticorpos. Os anticorpos mostram prevalência ao longo de muitos meses, os anticorpos “ficam” ao longo do tempo,  a prevalência que precisamos para um teste PCR é o prevalência de casos ACTIVOS naquele dia do teste.

Isto tem implicações brutais para a fiabilidade dos testes PCR e LFT. A cada momento/dia a prevalência da infeção é residual, anedótica, em redor de 0,01%, e portanto o valor preditivo positvo dos testes é também residual, menos de 10%. Ou seja, a esmagadora maioria dos “casos” são falsos positivos. Pura e simplesmente há mais erros de teste que casos realmente positivos.

A testagem em rastreio de tudo e todos, sem sintomas, sem critério médico, tem que parar imediatamente. Andamos a caçar gambozinos. 90% ou mais são falsos. Nem sequer há desculpa de “mas não há falsos positivos“, é a própria OMS que já alerta para tal.

A IFR, letalidade, da doença que justifica a destruição total do país, a fome, e 8 000 mortos por falta de cuidados médicos e sociais,  cifra-se num banal 0,9%, mais baixa que centenas de outras doenças. Uma doença que mata como muitas outras, que infecta um percentagem irrisória da população usada para deixar morrer mais pessoas que algum momento da história recente. Surreal.

Obviamente os cavaleiros do apocalipse vão pegar nestes números e dizer que “ainda estamos muito longe da imunidade de grupo, faltam 60% e vão morrer X”, ignorantes que não se podem fazer extrapolações lineares da mortalidade de uma infeção (as infeções são processos estocásticos/probabilisticos não seguem evoluções lineares). Claro que vão dizer que se não obedecermos como carneiros agora é que vamos morrer todos.

Prevalência baixissima, letalidade baixissima, consequências Dantescas

Anterior
Próximo