Poligrafo a publicar fake news parte 29C

Poligrafo a publicar fake news parte 29C

Poligrafo a publicar fake news parte 29COra o artigo do poligrafo a engolir sapos, ou o artigo do poligrafo sobre o boletim da OMS a alertar para falsos positivos foi reposto e “actualizado”.

Antes estava um nojo, agora está uma delicia de subserviência politica e de como trocar erros chocantes por erros chocantes.

Primeiro, actualizaram e adicionaram uma nota que

 Este artigo foi atualizado às 12h27m do dia 29 de dezembro com declarações do médico João Júlio Cerqueira sobre a especificidade dos testes PCR. Introduzimos também o conceito de “valor preditivo positivo” que é referido no boletim de orientação da Organização Mundial da Saúde. Esta atualização não altera a avaliação inicial.

Ou seja a nota é FALSA. Não foi isso que fizeram. Corrigiram um erro nojento que prova que não faziam a mais remota ideia do que estavam a falar. Removeram a frase “a especificidade e a sensibilidade são afectadas pela prevalência“.

Depois introduziram, dizem eles, o conceito de Valor preditivo positivo. Um aplauso, já aprenderam o nome de mais um conceito de estatistica de testes. Pena que o que introduziram seja outra coisa qualquer que não o VPP. Rezam em eles em nome ao engolimento de sapos

Se a prevalência da doença na população baixar (valor preditivo positivo), aumenta o risco de surgirem falsos-positivos

Mais afirmações falsas e demonstram a total ignorância. O risco de surgirem falsos positivos não aumenta! A proporção de falsos positivostorna-se dominante sobre o total de positivos. A especificidade é que define “o risco” de falsos positivos e isso não muda. O VPP só indica qual é a percentagem de positivos que são falsos positivos. Não é a percentagem de falsos positivos que aumenta, é a percentagem de reais positivos que muito rapidamente desaparece.

Depois, receberam mais um email com ordens do Julio “fundador da página Scimed”. Um dos tentáculos do polvo de manipulação dos caciques do governo, e tiveram de “publicar a opinião do Dr.”

Foram dar antena a alguém cujo curriculo é “fundador de uma página no facebook“. Um curriculo impressionante de 30 segundos e 20 cliques! Estas pessoas é que temos que escutar, com certeza. O Dr. Julio alguma vez estudou estatistica de testes, tem algum artigo cientifico publicado, trabalho em investigação epidemiológica? Não. Fundou uma página Facebook!

O Polvo Governo – Poligrafo – SIC – Scimed

O que diz tão douto sabedor?

 especificidade do teste RT-PCR é muito próxima de 100%,

Uma construção frásica deliciosa de tão transparente que fica a ignorância. Expressar a especificidade de um teste como “muito próxima de 100%”. Um conceito cientifico fantástico de tão “inovador” e uma delicia para quem faz estatistica “próxima de”. É pena que não dê para usar nas fórmulas desenvolvidas há uns séculos, não estão preparadas para calcular VPP com valores “próximos de”, só é possivel com valores numéricos como “97%”….. o meu piriquito disse que 80% é perto de 100%. Eu acho que 99,999% é perto de 100%. entre um e outro “próxima”, em baixa prevalência, vai um teste de VPP 0% e um VPP de 90%. A diferença de um teste inútil e de uso criminoso e um salvador de vidas.

Depois, o Dr. Cerqueira, esquece-se que o foco do boletim e do busilis é o VPP, ninguém lhe pediu a opinião sobre a especificidade (ou não deviam pedir). Todos sabemos que é “próxima de 100%” que o senhores jornalixos já lhe repetiram a inovação muitas vezes, até pela boca do INSA. Mas o que nos interessa é se o VPP é “próximo de 100%” ou “próximo de 0%”. A chatice é que o VPP é “próximo de 0%”.

Como justifica o douto Cerqueira a especificidade? Usando os resultados do próprio teste! Chumbo com 0% no exame de introdução à estatistica dos testes. Vai ter, com o restante polvo das fake news poligrafo, ir estudar muito mais. Não se pode usar o resultado de um teste, per si, para aferir a especificidade do teste. É preciso ter um ponto de comparação, saber com exactidão quantos estão de facto infectados.

Depois o tentáculo de ignorância Redentor da narrativa governativa, tenta fazer de conta que o teste PCR é igual em todo o mundo.  Se na China “teve poucos falsos positivos” o mesmo teste não é usado em todo o lado e não podemos extrapolar com toda a segurança. O numero de alvos de teste, o protocolo de execução, varia dramaticamente no mundo, de um minimo de 2 alvos – uma aberração – a 12 no Japão. Isto muda radicalmente a especificidade do teste. O Dr Júlio ou o estudo que cita apresentam a especificidade do teste? Não. Portanto em que dados é que o douto fundador de páginas afirma ” dada a alta especificidade do teste, foram detetados poucos falsos-positivos”? Nada, no saber néscio.

Tenta fazer o passe de ilusionista

sendo que a maioria tinha anticorpos para a doença demonstrando que estiveram, de facto, infetada

Só que basta saber um pouco de imunologia e estar atento à mão do artista para saber que é apenas jogo de espelhos barato. É que  os anticorpos são um marcador de infeção no passado. O teste PCR é um marcado no momento que foi feito. Tentar dizer que há poucos falsos positivos PCR porque no passado estiveram infectados é apenas uma mentira vestida de cordeirinho. Por terem estado infectos no passado nada diz sobre a probabilidade de no presente, no momento do teste, estar infetado!! Aliás, assumindo que o teste anticorpos foi feito no mesmo momento do PCR – algo que o estudo não diz, mas será o mais provavel – podemos ter a certeza que todos os casos sao falsos positivos. É que os anticorpos só aparecem alguns dias depois da infeção. Se foram detectados no momento do PCR positivo, referem-se a infeções passadas e já resolvidas – porque tem anticorpos – e a probabilidade de reinfeção é residual, logo a probabilidade de verdadeiro positovo PCR é residual.

Conclui com cereja para degustar

“Portanto, apesar do alerta, o teste é bastante fiável no que se propõe a testar: a existência de material genético do SARS-CoV-2 na amostra”, conclui.

O Dr. Cerqueira muito lesto a atirar rótulos a quem ameaça o ganha pão da sua maezinha, tornou-se o supra sumo do negacionismo a negar a própria OMS. Eu sabia que um dia isto aconteceria, quando os dados fossem demasiado óbvios para manterem a ladainha de pés de barro. O Poligrafo dá tempo de antena à negação das recomendações oficiais. Ironicamente, o Facebook que não tolera conteudo que vá contra as recomendações da OMS, vai usar artigos do poligrafo para censurar o que vai contra as recomendações da OMS. Eu juro que a ironia fina sempre me fez sorrir.

Por fim, um dos “especialistas” diz que ” a prevalência não é baixa” o outro diz “mesmo que seja baixa não há falsos positivos“. Coerência interna do aritgo? Fica para os pardais? Uma mistura de alhos e bugalhos um diz que mata o outro que esfole?

Um dos “especialistas” cita um estudo que encontra prevalência de 0,004% na China e o outro diz que a prevalência não é baixa! Senhor director, fez curto circuito e ainda não percebeu.

 

A razão pela qual o Japão tem poucos “casos”

O que diz tão douto sabedor?

 especificidade do teste RT-PCR é muito próxima de 100%,

Uma construção frásica deliciosa de tão transparente que fica a ignorância. Expressar a especificidade de um teste como “muito próxima de 100%”. Um conceito cientifico fantástico de tão “inovador” e uma delicia para quem faz estatistica “próxima de”. É pena que não dê para usar nas fórmulas desenvolvidas há uns séculos, não estão preparadas para calcular VPP com valores “próximos de”, só é possivel com valores numéricos como “97%”….. o meu piriquito disse que 80% é perto de 100%. Eu acho que 99,999% é perto de 100%. entre um e outro “próxima”, em baixa prevalência, vai um teste de VPP 0% e um VPP de 90%. A diferença de um teste inútil e de uso criminoso e um salvador de vidas.

Depois, o Dr. Cerqueira, esquece-se que o foco do boletim e do busilis é o VPP, ninguém lhe pediu a opinião sobre a especificidade (ou não deviam pedir). Todos sabemos que é “próxima de 100%” que o senhores jornalixos já lhe repetiram a inovação muitas vezes, até pela boca do INSA. Mas o que nos interessa é se o VPP é “próximo de 100%” ou “próximo de 0%”. A chatice é que o VPP é “próximo de 0%”.

Como justifica o douto Cerqueira a especificidade? Usando os resultados do próprio teste! Chumbo com 0% no exame de introdução à estatistica dos testes. Vai ter, com o restante polvo das fake news poligrafo, ir estudar muito mais. Não se pode usar o resultado de um teste, per si, para aferir a especificidade do teste. É preciso ter um ponto de comparação, saber com exactidão quantos estão de facto infectados.

Depois o tentáculo de ignorância Redentor da narrativa governativa, tenta fazer de conta que o teste PCR é igual em todo o mundo.  Se na China “teve poucos falsos positivos” o mesmo teste não é usado em todo o lado e não podemos extrapolar com toda a segurança. O numero de alvos de teste, o protocolo de execução, varia dramaticamente no mundo, de um minimo de 2 alvos – uma aberração – a 12 no Japão. Isto muda radicalmente a especificidade do teste. O Dr Júlio ou o estudo que cita apresentam a especificidade do teste? Não. Portanto em que dados é que o douto fundador de páginas afirma ” dada a alta especificidade do teste, foram detetados poucos falsos-positivos”? Nada, no saber néscio.

Tenta fazer o passe de ilusionista

sendo que a maioria tinha anticorpos para a doença demonstrando que estiveram, de facto, infetada

Só que basta saber um pouco de imunologia e estar atento à mão do artista para saber que é apenas jogo de espelhos barato. É que  os anticorpos são um marcador de infeção no passado. O teste PCR é um marcado no momento que foi feito. Tentar dizer que há poucos falsos positivos PCR porque no passado estiveram infectados é apenas uma mentira vestida de cordeirinho. Por terem estado infectos no passado nada diz sobre a probabilidade de no presente, no momento do teste, estar infetado!! Aliás, assumindo que o teste anticorpos foi feito no mesmo momento do PCR – algo que o estudo não diz, mas será o mais provavel – podemos ter a certeza que todos os casos sao falsos positivos. É que os anticorpos só aparecem alguns dias depois da infeção. Se foram detectados no momento do PCR positivo, referem-se a infeções passadas e já resolvidas – porque tem anticorpos – e a probabilidade de reinfeção é residual, logo a probabilidade de verdadeiro positovo PCR é residual.

Conclui com cereja para degustar

“Portanto, apesar do alerta, o teste é bastante fiável no que se propõe a testar: a existência de material genético do SARS-CoV-2 na amostra”, conclui.

O Dr. Cerqueira muito lesto a atirar rótulos a quem ameaça o ganha pão da sua maezinha, tornou-se o supra sumo do negacionismo a negar a própria OMS. Eu sabia que um dia isto aconteceria, quando os dados fossem demasiado óbvios para manterem a ladainha de pés de barro. O Poligrafo dá tempo de antena à negação das recomendações oficiais. Ironicamente, o Facebook que não tolera conteudo que vá contra as recomendações da OMS, vai usar artigos do poligrafo para censurar o que vai contra as recomendações da OMS. Eu juro que a ironia fina sempre me fez sorrir.

Por fim, um dos “especialistas” diz que ” a prevalência não é baixa” o outro diz “mesmo que seja baixa não há falsos positivos“. Coerência interna do aritgo? Fica para os pardais? Uma mistura de alhos e bugalhos um diz que mata o outro que esfole?

Um dos “especialistas” cita um estudo que encontra prevalência de 0,004% na China e o outro diz que a prevalência não é baixa! Senhor director, fez curto circuito e ainda não percebeu.

 

A razão pela qual o Japão tem poucos “casos”

 

Senhor director do poligrafo, parece que vai ter que voltar a esconder o artigo e fazer mais uma correção. Não se preocupe que eu tenho paciência para vos educar até que tais conceitos entrem na cabeça de estagiarios de Letras que não tem matemática desde o nono ano. É a vida de milhões de pessoas que está em jogo com a vossa ignóbil arrogância, por mim vale o esforço.

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