Ventilação e “ventilação”. O exagero de “ventilar”

Ventilação e “ventilação”. O exagero de “ventilar”

Muitos cavaleiros do apocalipse repetem sem pausa “mas a pessoa X esteve ventilada e não tem doenças, é nova” etc., etc., etc.

Pois é preciso esclarecer o que é “ventilar”. Há ventilação invasiva, há CPAP e há oxigénio de canula. Pelo menos.

A esmagadora maioria dos “ventilados” são CPAP. Uma intervenção trivial que não indicia qualquer “gravidade” da doença em si. Há sistemas de CPAP para usar em casa, para coisas tão triviais como ressonar ou apneia do sono. Uma moléstia que afecta a qualidade de vida mas que não é “grave”, de pôr a vida em risco.

Ventilação e “ventilação”. O exagero de “ventilar”

Com a histeria das gotículas e do “altamente contagioso” há centenas de pessoas por dia que são colocadas em fornecimento oxigénio por CPAP sem qualquer critério clinico objectivo, apenas e exclusivamente porque os profissionais de saúde têm medo e assim controlam as tais gotículas dentro da máscara. Claro que isso tem impacto no tempo e esforço de tratar cada doente e na capacidade dos serviços.

O “caso” está consciente, capaz, pode mexer-se e retirar a máscara se assim desejar. Uma intervenção trivial.

Tais decisões não têm qualquer significado na gravidade da doença, são decisões induzidas pelo medo.

Depois há a ventilação mecânica invasiva. Vulgo “Tubos”.

Com critérios clínicos mais ou menos bem definidos em termos de indicadores vitais e de oxigenação do sangue. Um procedimento altamente invasivo, que causa dano nos orgãos, que implica coma induzido/sedação fortíssima e que foi responsável por muitas mortes evitáveis na Itália e Europa. Pelas consequências, complexidade e ser uma opção de última linha, é um indicador fortíssimo de “gravidade” e de risco de vida do doente.

Ventilação e “ventilação”. O exagero de “ventilar”

Quando ouvirem que “esteve ventilado” o mais certo é ser CPAP ou uma variante, e apenas por medo do pessoal médico, não por causa da doença.

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