Para quem quer compreender porque estão os hospitais “em ruptura”, olhem para as eleições

Para quem quer compreender porque estão os hospitais “em ruptura”, olhem para as eleições

Querem compreender porque é que os hospitais estão “em ruptura” apesar de terem taxas de utilização historicamente baixas? Porque é que estão a morrer 700 pessoas por dia, algo que nunca aconteceu na história do país? Querem perceber porque é que há filas de ambulâncias com urgências às moscas?

Não, não é o virus. São as regras estúpidas, irracionais, obtusas, ditadas por burocratas para saciar o medo de profissionais que desistiram de ser profissionais no que escolheram.

Olhem para o que foram as eleições dia 24. Filas intermináveis, horas e horas para votar.

Havia mais eleitores? Não, uma taxa de abstenção recorde histórico. O número de votantes foi literalmente residual.

Porque demoraram tanto? Porque foram impostas regras e regrinhas estúpidas sem qualquer fundamento científico ou racional, por burocratas que querem saciar o desejo de segurança dos eleitores. Não evitaram uma única infeção, não evitaram um único internamento, não evitaram obviamente uma única morte. Mas as regras estavam lá. Entradas nas salas controladas por tiranetes, máscaras e mascaretas a dificultar comunicação, canetas para aqui e para ali, luvas em cima e em baixo. Efeito epidemiológico? ZERO. Efeito de colapso de um sistema perfeitamente funcional durante décadas e capaz de cumprir o seu objectivo? Destruição total. Um acto de minutos durante décadas transformou-se numa tarefa de horas. Um acto rotineiro sem visibilidade, passou a ser uma fila imensa no exterior e relatos de quanto tempo demora, do caos, de tudo.

Exactamente como nos hospitais. Regras e regrinhas ditadas por idiotas, pessoas a morrer em catadupa e um vírus com IFR 0.1%, uma gripe, para desculpar tudo. Doentes que ficam semanas internados até terem um teste PCR lixo negativo, ocupam camas que podem ser usados por quem precisa. Unidades de cuidados intensivos ocupadas por doentes com 93 anos e zero esperança de sairem da UCI vivos apenas porque é doença da moda. Doentes com ventilação CPAP porque os profissionais de saúde estão borrados de medo e assim impedem as gotículas monstruosas imaginárias. Máscaras, luvas, viseiras usadas horas a fio sem conforto que dificultam ações muito precisas e que levam a que procedimentos de segundos demorem minutos ou horas. Profissionais cansados por falta de conforto mínimo por uso durante horas. Profissionais a desperdiçar horas seguidas a mudar de equipamento entre doentes. Médicos de familia  a desperdiçar dias a telefonar para pessoas com gripe sem sintomas, sem dor, sem desconforto, para saber se viram a série A ou B na televisão. Polícia a perseguir inocentes que querem ter algo para comprar comida. Políticos inúteis, ainda mais inúteis, em diarreia legislativa.

E bastava olhar para as filas da eleições para perceber.

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