Do circo e da ignorância. Desafio científico para o INSA

Do circo e da ignorância. Desafio científico para o INSA

Do circo e da ignorância. Desafio científico para o INSA

 

Para o presidente há 4 contra provas e até retestagem do que dá positivo. Para o zé povinho, com positivo vai para casa sob ameaça, quer tenha como comer ou quer morra à fome.

Caro Institutio Ricardo Jorge, em vez de desperdiçar ainda mais dinheiro com circo para tolos, que tal irem estudar valor preditivo positivo?

Se querem testar alguma coisa muito desesperadamente:

  1. Façam contra provas a 10% dos resultados positivos de cada dia, para perceberem rapidamente que Marcelo não é a excepção, é a regra. Isso sim é um laboratório de referência, que faz contra provas de forma aleatória, não um laboratório serviçal do poder fétido.
  2. Comecem por testar amostras comprovadamente contaminadas, usando cultura in vitro para a confirmar a presença de vírus – não usando outros PCR, e calculem a porcaria da especificidade e sensibilidade dos testes que usam e que o vosso governo autorizou a entrar no mercado.
  3. Para serem laboratório de referência vão fazer aferição e calibragem dos equipamentos usados pelas centenas de chafaricas de vão de escada chamadas “laboratórios” que o vosso governo autorizou a abrirem sem o mais remoto controlo metrológico ou de qualidade.
  4. Façam aferição dos testes com método científico e deixem de atirar areia para os olhos com “aproximadamente 97%”.
  5. Tirem um funcionário vosso, Ricardo Mexia, da sua senda de promoção política, todos os dias na televisão a debitar mentiras e coloquem-no a fazer os testes de aferição (mas com supervisão, não confiem num candidato à direção do clube de futebol). Assumo que esteja sujeito a um horário de trabalho. Porque é que os meus impostos são usados para lhe pagar um contrato das 9 às 5 que usa quase exclusivamente para estar em televisões privadas a debitar ignorância total?

Vai ser uma revelação para suas excelências nulidades. Vão perceber o que significa prevalência e o que significa falso positivo em barda. Posso disponibilizar referências científicas para tais conceitos, dado que vossas nulidades nem sequer se dignam a ler as obras de Ricardo Jorge disponíveis na vossa biblioteca.

Mas isso implica fazerem um coisa muito mal vista no rectângulo: dizer “enganamo-nos”. Mas acreditem, sobrevivem a isso, aliás, sobrevivem muito melhor a isso que exporem-se assim ao ridículo e continuar em frente. Acreditem, trabalho há mais de uma década com culturas onde o “enganei-me” faz parte do vocabulário de pessoas decentes, que sobrevivem e vivem muito bem.

Esta é a oportunidade de salvar a pele e manter alguma da credibilidade de “laboratório de referência” do que quer que seja. A alternativa é ser a chacota do povo.

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