Como fazer a verdade não ser verdade

Como fazer a verdade não ser verdade

Por 15 milhões o jornalixo está disposto a tudo. Até pegar em factos e transformar no que convém aos seus recibos verdes. O polígrafo pega em dados do SNS e tenta que não digam o que lhe denuncia a mentira repetida.

Como não podiam dizer que era verdade, dizem que é “descontextualizado”. Já os números de mortos com teste positivo, equivalente a dezenas de outras épocas de gripe, que nunca mencionam, são o quê, senhores jornalixo? Contexto muito bom irrepreensivel? Ou apenas tentativas fétidas de ganhar mais um recibo verde?

Como salvam a fronha? Com os mesmos de sempre. Filipe Froes. que diz:

 “…a resposta em medicina intensiva, indispensável para controlar o impacto da Covid-19 no SNS, fez-se à conta da requalificação de outros serviços”.

Só que há um pequeno detalhe de “descontextualização” que não interessa ao polígrafo. Onde está a evidência cientifica que a utilização de UCI é indispensável para controlar o impacto da covid-19?????

“As condições de trabalho e maquinaria necessárias para as Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) reduzem a lotação hospitalar.”

Curioso, se há falta de espaço porque estão os hospitais de campanha montados e às moscas?!?!

“…é exigida uma duplicação de circuitos para separar doentes Covid-19 e não Covid-19 e mais recursos humanos, o que coloca grande pressão no SNS.”

Quem é que exige tal duplicação? Burocratas. Regras estúpidas. Quais são os critérios clinicos para separar uma gripe banal de todos os restantes?! Onde é que isso foi feito ou onde é que há justificação científica para tal?

Mais, já ouviram falar em hospitais Nightingale? Não obrigam nada a duplicação de circuitos. A vossa mui nobre prestigio de não trabalhar em hospitais sujos covid é que obriga a duplicar. Se não fossem pseudo salvadores em tronos de marfim, muito solicitios a ir debitar larachas para jornalixo, se fossem de facto reais cuidadores de quem precisa, deixavam o prestigio em casa e abriam hospitais dedicados a covid, e evitavam “duplicar”. Florence Nightingale explicou muito bem porque é que duplicar circuitos destrói hospitais. Mas essa destruição é  o que vos interessa.

“diminuição da capacidade de internamento e da resposta ao nível hospitalar”, o que contribui não apenas “para o aumento global da mortalidade em Portugal“,

Contribui para o aumento dantesco da mortalidade em Portugal, muito mais que o vírus! Essa parte de “muito mais que o vírus” não lhe convém dizer. Quase 300 mortos por dia em excesso e nem 50 desses podem ser atribuidos ao vírus.

 

Aliado ao clima de medo que se instalou, contribuiu para uma menor procura dos serviços de saúde

Depois, João Garcia menciona o elefante na sala, e obviamente o jornalixo deixa para o último parágrafo. Não ia ser grande ideia dizer que o medo que alimentam causa mortes. Os leitores iam fugir…….

 

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