Positividade absurda, falsos positivos

Positividade absurda, falsos positivos
Positividade absurda, falsos positivos
 
O Pedro A Vieira calculou a positividade de testes por dia desde Novembro. Ou seja, o número de testes positivos a dividir por total de testes.
 
O gráfico resultante e o artigo na Farolxxi, são o espelhar do que tem sido alertado desde Maio: falsos positivos em barda dominam os resultados e fazem “a pandemia“.
O efeito do “Natal” é real, tenho de admitir que o governo e jornalixo estavam “certos”. Só que não foram contágios, como nos assustam, foi o disparar de falsos positivos que criou uma bola de neve de testagem absurda.
 
No gráfico, as barras azuis são dias segunda a quinta, amarelo sextas e domingo, verde sábados e a vermelho dia 24 e 31 dezembro.
 
O que se vê de imediato são as barras vermelhas gigantes. Na véspera de Natal e Ano novo, em redor de 50% de positividade. Um absurdo biológico. O que representa? Contaminação e colapso da qualidade de testes. 
Os laboratórios são feitos de pessoas, que vão ter feriados. Tem que processar o que está para processar, que os lucros não esperam. Portanto é despachar. Os laboratórios não tem qualquer controlo de qualidade interno ou externo, nem para abrir um laboratório é preciso qualquer inspeção, qualquer certificação, aferição – suspenso por decreto lei de Junho 2020. Portanto, perante milhares de amostras para testar e com o Natal e Ano novo à porta, foi encher chouriço.
Contaminação de amostras? – Pouco me interessa, chefe! Quero ir para casa.
Este deu inconclusivo chefe, volto a testar? – Marca como positivo que não faz mal a ninguém
O equipamento fez os X ciclos de teste e precisa de ser calibrado chefe! – Não podemos, é seguir em frente que ainda temos mais mil para fazer e já são 4 da tarde
O equipamento fez os X ciclos de teste e precisa de ser limpo chefe! – Se der positivo não importa, vamos prender mais um perigosissimo assintomático.
Depois, depois, é mais um positivo. Mais uma pessoa presa ilegalmente, mais um “caso” com “contactos”. Que vão ser testados, nos dias seguintes….. Entre o Natal e ano novo, uma chatice, logo agora, que vem aí o ano novo. Mais testes, os mesmos laboratórios com outra folga ao virar da esquina. “É para testar, não é para fazer obras de arte, siga” Mais casos, mais contactos. Depois de tudo entulhado de testes sem qualquer controlo de qualidade:
“é do Natal” “Melhor destruir tudo até ao final de Maio, mandar crianças para casa que educação é privilégio de ricos”.
Sabem porque é que a descida de casos em Portugal tem sido fulminante, quase tão rápida como o colapso económico e o instalar da fome desesperada? Porque era uma bola de neve ridícula. Nenhuma infeção na história tem uma descida de “casos” vertiginosa como as que assistimos nesta fraude. Seguem leis da natureza, descidas em sino, curvas normais (ou de Gompetz). Estas são verdadeiros desfiladeiros de paredes verticais. Não é o virus que desaparece, são os laboratórios que começam a dar “conta do recado” e com menos testes para fazer começa a haver um mínimo de qualidade. O número de testes cai a pique também, menos casos menos contactos, a positividade cai porque a qualidade sobe marginalmente, e os politicos dizem alegres “é do confinamento e de termos destruido a educação a uma geração”. Os séquitos batem palmas e dão palmadinhas nas costas. A fome, o cancro, os AVC, os ataques cardíacos agradecem, instalam-se em grande na sala do país.
Especificidade de 97% dizem eles. Quase 100% dizem os alucinados. São poucos os falsos positivos garantem os caciques. Uma alucinação colectiva alimentada a ignorância atroz, alimentada a crenças cegas no “laboratório”.
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