As ilegalidades sem fim

“Quem são os donos ou os empregados dos restaurantes ou dos hotéis para terem acesso aos dados de saúde de cada cliente?
Acaso sabem ler ou interpretar um teste diagnóstico?
Será que o vão conjugar com a medição da temperatura?
O que tem a Comissão Nacional da Protecção de Dados a dizer sobre isto?
Acaso os funcionários ou proprietários hoteleiros são alguma autoridade de saúde?
Também passam a ter autoridade para decretar isolamentos e proceder a prisão preventiva do cliente?
Não estarão a incorrer em crime de usurpação de funções ou isso já está acautelado por um qualquer diploma espúrio já que a constituição foi para o lixo?
E o que dizer do crime de discriminação de que serão cúmplices?
Aonde ficam o Direito Inalienável à Integridade Física, ao Consentimento informado e à privacidade dos clientes?
E caso o teste rápido seja exigido presencialmente e no que concerne ao material de colheita, que é material biológico, o que lhe vão fazer?
– Será o cliente a guardá-lo num saquinho para o deitar no lixo lá de casa?
– Vão ter, os restaurantes e os hotéis, contentores específicos para o colocar?
– Ou será que os cotonetes cheios de cuspo e de mau hálito vão ficar no caixote aberto ali à entrada do restaurante ou na papeleira do concierge?
– E se um tipo for covid negativo mas tiver tuberculose, por exemplo? Fica ali o cotonete ao ar na papeleira ou no saquinho na algibeira do cliente, porque “o que não mata engorda”?
E se alguém na esplanada precisar de ir ao WC?
– Vai ter o restaurante um circuito Apartheid?
– Ou vão montar uma WC portátil à porta para os impuros?
– Ou será que além de mordaça também vamos ter que passar a andar de fralda ou algaliados?
A Estupidez Humana é de facto infinita.
E a Crueldade está ao rubro.
Oh Povo triste! Que nem a Liberdade compreendes muito menos a mereces…”
——
09 de Julho de 2021
Margarida Gomes de Oliveira
Anterior
Próximo